15.12.06

O Mandrake da saúde

O ministro Correia de Campos persegue um fantasma: o défice do sistema nacional de saúde. Mas, de tanto o perseguir, não se sabe se não é ele o próprio fantasma que assombra a saúde dos portugueses. Correia de Campos não tem coração: numa requintada operação este foi substituído por uma calculadora. As suas acções são dignas dum Adamastor. Fecha unidades disseminadas pelo país. Prepara-se para retirar do centro de Lisboa hospitais e centros de primeira necessidade para as populações. Elimina subsistemas de saúde que, porque funcionam bem demais, devem fazer parte da bagunça instalada.
O apoio ao SNS e aos utentes está a ser asfixiado em nome da boa gestão. Já se viu quem vai ganhar com tudo isso: as seguradoras que se preparam para aumentar os preços dos seus serviços; e, claro, os hospitais privados. Correia de Campos é o Mandrake da saúde: finge que dá com uma mão e tira com as duas. Não deveria, depois disto, ter direito a reforma antecipada?

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